Incrível o que hoje em dia as pessoas passam por um suposto amor, aquele sentimento bonito de se ver, de se sentir, de anunciar que se tem, ou então, a tentativa frustrante de desfazer tudo o que se sente por um orgulho besta, por medo de sofrer no futuro, ou quem sabe, na pior da hipóteses por não achar que convém estar com uma pessoa como seu tal e tolo coração escolheu pra bater mais forte.
Ruim é se taxado de bobo, imaturo ou até mesmo infantil por se entregar, sair das vestes de armadura de Cavaleiro Templário medroso, se expor, dar a cara a tapa, ir até o fim, se apaixonar. E pior que isso, só a dúvida cruel de estar na espectaviva, esperando esse cavaleiro templário, que a mais de 25 anos espera a oportunidade de se entregar novamente, e o receio de se machucar fora da armadura ridicula e fajuta, enquanto a doce donzela, que não é mais tão indefesa, rasga suas vestes, entrega-se por inteiro, a esse que deixa eu coração lacrado. Entrega seu tempo, entrega seus olhares, entrega sua atenção, entrega até mesmo a sua paixão - já que todos notam que o desespero bate a cada vez que tal donzela se aproxima -, só não entrega seu amor, sua vida. E a donzela a cada vez mais vê seus sentimentos e a sua vida escorrendo pelos dedos, enquanto seu Dom Quixote tenta - na verdade ele nem tenta, a sua áurea se encarrega disso - conquistar-lá, a mostrar que nem todos são convardes, e a donzela, receosa entrega seu coração lacrado, com aquele selo de coisa nova, a espera do Cavaleiro Templário.
Mas quem sabe não acontecerá que a donzela acabará com quem tem coragem de salvá-la de cara limpa? Ou acordarão, antes de ser tarde demais e ver, que o que é bom demais deve ser lutado, almejado e inspirado.
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