sábado, 17 de junho de 2017

2:08:10 - 10.06.2017


( Totti - cor verde ) Pés leves ainda insiste em questionar Agenor:
- Vocês ainda vão me ajudar a carregar a caixa com o ovo né? Para que eu entregue aos elfos.
( Felippe - cor azul ) - Não sei, se você sobreviver, sim. Então voltamos e continuamos o caminho.
- Então tudo bem.
( Juciara - cor rosa ) Num tom completamente irônico ela diz:
- Eu gosto da esperança desse jovem.
Seguindo o caminho, eles encontram alguns orcs, e notam que eles são bem fracos durante o dia, talvez até Pés Leves consiga vencer eles. Então Agenor pergunta ao pequeno e a humana:
- Vocês tem algum plano?
E eles respondem num sonoro “não”. E Agenor continua: - Voltem são e salvos. As últimas ordem para os soldados são: protegem a orla da floresta com suas vidas e não entrem na floresta por motivo nenhum.
Iniciando a caminhada pela floresta o chão começa a ficar meio mole, e Pés Leves nota que isso é um pântano, o que significa que eles terão que andar pela água e reduzirá pela metade os seus movimentos.
Nie observa o pântano, a floresta e as águas.
Ela fica olhando pra aquela água rasa e continua andando, e passa uma causa como se fosse de uma serpente, mas segue andando, até que sente um movimento muito brusco na água, muito rápido e alguma coisa cola na perna dos Pés Leves e o arrasta para o pântano, e ela só escuta ele gritando e sumindo no escuro. [-5xp de Juciara]
Ela senta seguir os gritos dos Pés Leves e grita para que os outros notem que Pés Leves foi pego. E se prepara para sacar o arco.
Nie nota que Pés Leves foi arrastado para dentro da água, e ela sabe que não é uma boa ideia segui-lo por cima, e nem por dentro. É melhor seguir pelo galhos das árvores, que pode demorar um pouco mais, no entanto, sabe-se que é mais seguro e que tem uma visão melhor. Ela vê o movimento da água rápida, levando ele, e quando ela olhou pra água, ela viu o que era, e eram vários tentáculos cheio de dentes se movendo na água. Por um breve segundo Nie pensa “é melhor eu ir, ou ficar aqui em cima?”
Nie grita para todos os soldados irem para os galhos se manterem seguros.
A Kristal olha para a Nie, olha para a água e vê uns negócios se mexendo, segura a espada tremendo, após fecha o olho e sai correndo para o meio da água.
Nie grita para que Kristal volte, mas nada surte efeito.
Kristal continua correndo na direção  de onde saiu o grito dos Pés Leves.
A meia elfa segue pelos galhos, para se manter segura.
Como é um pântano existe todo o tipo de galhos, e Nie consegue ver que Kristal está lutando batendo com a espada em todos os lugares para abrir caminho
Pés Leves pega o cajado e tenta segurar com o cajado em alguma árvore.
Quando ele colocou o cajado - pauzinho da magia - entre as árvores, o objeto entortou e quebrou, mas graças a isso, o animal soltou pés leves na água.
Pés leves tenta sair da água, pega seu escudo e fica quietinho no canto, sofrendo e chorando.
Ao mesmo tempo o mago ouve alguém gritando:
-Halfling!! Halfling!
Ele começa a gritar loucamente porque a sua perna está destruída.
- AAAAAAAAAAAAAAH!
Kristal olha e diz:
- Não, sua perna não está destruída não
- Ela tá zuada, tá sangrando, fui atacado por um bicho, tô com medo, tô assustado e tô com meu escudo.
Kristal puxa Pés leves para cima da árvore, e todos conseguem chegar a tempo com Talori.
Pés leves agradece gentilmente e pergunta:
- Obrigada, mas e esse bicho? O que é? Da onde vem? O que dá pra fazer com ele?
Kristal responde:
- Eu não sei, mas já arranquei uns pedaços dele. - e aponta para a espada. [ Totti ganha + 5 pts de coragem]
Aproveitando a coragem, Pés Leves arremessa raios no pântano matando qualquer ser que viva nele.
Aproveitando os minutos de calmaria, Nie olha o machucado do Pés Leves.
Percebendo que o machucado dos Pés leves estava grave demais, o máximo que Nie conseguiu fazer foi amarrar a perna dele para que ele não sangrasse até a morte.



quarta-feira, 14 de junho de 2017

1:19:14 - 10.06.2017


(Felippe - cor azul) Pés leves e Nielith são vigiados o tempo inteiro, Agenor não confia neles ao ponto de baixar a guarda ou sair pra caçar ou buscar comida, mas não de uma maneira hostil, apenas de uma maneira que os dois não percebam que estão sendo vigiados.

(Juciara - cor rosa) A meio elfa decide que vai treinar arco e flecha.

Após um tempo que ela treina seu arco e flecha, ela nota que a sua habilidade com arco e flecha é uma bosta perto das habilidades dos soldados. A Nielith percebe que um dos soldados, o mais velho, a olha muito estranho, de uma forma muito séria.
A meio elfa vai até ele para tentar ter algum tipo de conversa.
Mesmo que ela vá andando devagarzinho, ele continua dando aquele olhar esquisito, aquele olhar sério, então ele fala:
- Você, como é que você fez isso?
- Isso o quê ?
- Ficou mais jovem...
- Eu não fiquei mais jovem.
- Ficou sim, eu lutei do seu lado na guerra.
- Você deve estar me confundindo.
- Nao, não é possível. Você é Amylee.
- Não senhor, Amylee era a minha mãe.
- Não pode ser, ela não teve nenhuma criança no meio da guerra.
- É porque eu nasci depois da guerra.
- Isso não faz sentido - Ele diz completamente inconformado.
- Porque não faz?
- Porque senão, Amylee estaria viva!
- Então o senhor está me dizendo que ela está morta ?
- Bem, ela não saiu da guerra. As pessoas que não saem da guerra estão mortas!
Com os olhos marejados ela diz: - Então deve ser por isso que ela nunca mais voltou… - Após um longos suspiro ela complementa : - Eu realmente a procura da minha mãe porque ela foi embora e não soube mais nada dela.
- Entendo, então ela também deixou uma criança. Ela provavelmente está morta.
Deixando a menina com essa informação, ele se vira como se fosse se retirar do local.
Inconformada, ela segura o braço dele como se precisasse de mais algo e diz:
- O senhor pode me dar mais informações? E como assim ‘ela também’?
- Eu não tenho mais informações. Nós só lutamos na guerra!
- Que guerra?
- Dos orcs...
- Então é por isso que o senhor me encarava desse jeito ?
- É, porque você é muito parecida com ela.
- Bom… Obrigada. Alias, o senhor poderia me ajudar com os ensinamentos? Os seus conhecimentos.
- Eu não sou muito bom em arco e flecha, mas eu acho que posso te dar umas dicas.
- No que o senhor é bom?
Aos risos ele diz:  
- Eu não me considero muito bom em nada.
- Você foi pra guerra e voltou, logo...
- É, eu tive muita sorte!
Então ele a leva para dar umas dicas de como utilizar o arco e flecha e espadas. Enquanto a meio elfa treina com seu arco e flecha e espada e começa a ouvir barulhos muito altos, sente um cheiro muito forte e enxofre, vê uma fumaça muito densa saindo de dentro da tenda do comandante.

(Totti - cor verde) Pés Leves sai correndo para dentro da tenda.

O mago apenas encontra uma caixa, e nota que a fumaça sai toda de dentro dessa caixa, embora não esteja pegando fogo.
 Ele tenta segurar a caixa, mas não consegue pois a caixa está muito quente. No entanto, consegue notar que as figuras na caixa estão brilhando muito, como se fossem lâmpadas.
Logo, e impaciente, Pés Leves tira a camisa, amarra e uma das alças da caixa e a arrasta até pra fora da tenda.
Já do lado de fora da tenda, ele sente um impacto nas costas, e quando olha para trás é o Agenor parado, o encarando. Em prontidão o mago diz:
- Agenor, Agenor! Tá ruim, tá muito ruim! Isso aqui não tá legal não. Tenho certeza que não tá bom.
Ainda encarando o mago e a caixa, Agenor pega a caixa e coloca no local e diz:
- É, qual o seu nome mesmo?
 - Pés leves…
 - Pés leves… Pés leves, eu preciso que você faça uma coisa pra mim. Indo ao norte, nós vamos chegar na floresta dos elfos, preciso que você vá lá e encontre uma velha senhora conhecida minha.
 - E ela vai saber lidar com esse ovo?
- Ovo? Ah, esquece o ovo! Ela tem algo que vai ser bem útil para a nossa expedição. Ela não vai te dar de bom grado, então estou contando com você que você consiga voltar com vida. Na verdade eu tenho quase certeza que você vai falecer agora.
Em pânico, Pés Leves indaga:
- Agora?
- É! O norte da floresta dos elfos é o local mais perigoso que eu já entrei. Dizem que quem entra por aquelas bandas nunca mais retorna. Então, você tem o que é preciso?
- Eu preciso de gente comigo! Gente me escoltando!
- Então, você deveria estar com a sua escolta.
Indignada com tamanha falta de percepção, a meia elfa o cutuca e diz:
- Eu sou sua escolta, esperto…
- Ahhhhh, tá! Certo… - vira-se para o Agenor e pergunta - É muito longe?
- Sim. Mas temos um problema, nós não podemos passar pela floresta porque além dos Orcs, teremos que enfrentar os perigos da floresta, e caso consigamos sobreviver a tudo isso, provavelmente não conseguiremos sobreviver a um encontro com a bruxa.
- Tá. E o que ela carrega que é tão importante assim?
- A pedra da floresta. É o único meio de você passar por essa floresta sem você parar em outro lugar. Ou seja, ou você vai e encontra o que é necessário para chegarmos até os elfos, e você resolve o problema do seu ovo, whatever… E assim, conseguiremos alguns aliados para vencermos os orcs, ou, você não conseguirá voltar para lá.
Pés leves aponta para o ovo e diz:
- Tá, então você fica de olho no ovo?
- Ele não vai sair daqui.
- Mas parece que ele vai explodir.
- Realmente parece, mas a casca dele é feito para sobreviver a qualquer item mágico. Isso é apenas uma supressão.
- Tá, tudo bem. Meu mestre me disse que Elfos conseguiriam resolver o problema desse ovo. Enfim, vou pegar a minha camisa que eu deixei amarrada aqui na caixa, e verei onde está a outra humana que vai me ajudar então. - quase como se implorasse Pés Leves pede - tem algum mantimento?
- Você não demorará mais de um dia para chegar lá.
- Não é tão longe assim…
- Umas 24 horas de caminhada… Mas pra você, 48hs.
Pés Leves veste sua camisa amarrotada, pega suas coisas e vai atrás da meio elfa. Quando a encontra, ele a vê toda suada, suja e rasgada treinando junto com um velho.
Ao notar o mago vindo, Nielith aponta a espada para ele e diz da forma mais hostil que conhece:
- Isso é um aviso. Nunca chegue dessa forma durante meu treinamento.
- É verdade, pode ser perigoso. Você não parece ser tão boa com espadas.
- Nem você tão rápido quanto precisa.
Os dois caminham até a direção da caravana, que estão travados por conta da floresta, ambos sabem que a missão deles é abrir caminha pra a caravana, e que se voltarem, encontrarão os orcs, mas se derem a volta entram na floresta dos elfos.
Pés Leves cutuca a Nielith e diz:
- Agenor nos mandou pra uma missão. Temos que procurar uma pedra  que nos fará encontrar a vila élfica.
Ela olha para o velho que a ajudara a treinar e pergunta:
- O senhor pode nos ajudar nessa missão?
- Eu acredito que vocês não possam ir sozinhos. Alguns soldados serão escalados para fazerem a sua guarda.
- Você sabe alguma coisa de uma bruxa do norte?
- Provavelmente ela é uma bruxa.
No caminho para os dois irem falar com Agenor.


33:04 - 10.06.2017



SENHOR DOS ANÉIS - SESSÃO 2

(Felippe - cor azul) Enquanto Alagardiel está desesperadamente tentando acender a fogueira, correndo contra o tempo para que consiga acender a fogueira e não deixar as aranhas entrem na cabana, e escuta o barulho de uma das janelas se quebrando. Ela se vira para olhar o que é, mas não consegue ver direito além de um vulto passando próximo a janela. Do lado de fora, claro, a cabana está bem escura já que é de noite, e Alagardiel pode escutar os barulhos do vidro da janela quebrando no chão.

(Jess - cor roxo) Alargadiel decide ascender a lareira, ficando de costas para a janela.

Enquanto ela se vira de costas, e uma aranha vem diretamente em sua direção, e essa aranha é do tamanho de um cachorro.
Com medo, ela saca a seu arco.
Ela sente uma ferroada no braço - perde 5 pts de vida - permanecendo preso no seu braço.
Alagardiel usa sua flecha para acertar a aranha que está no seu braço, acertando e matando-a.
Enquanto ela está na sua grande disputa com a aranha, ela consegue ver que lá fora o barulho está aumentando. E teve a brilhante ideia de tentar utilizar o sangue da aranha para acender a lareira. Na qual consegue acender, e quando acende, ela nota que o fogo é apenas um fogo comum, porém, após um tempo as chamas começam a tomar uma coloração esverdeada, até que o local todo fique iluminado por essa luz verde. Após isso, ela nota que o barulho das aranhas se foi, e não pode mais escutá-los, mas escuta uma leve música tocando próximo da cama de onde estava sentada agora pouco.
Intrigada com a música que vem da cama, Alagardiel segue até a cama procurando entender do que se tratava.
Seu irmão, Aranil, para em cima da cama tocando a sua flauta.
Alagardiel aguarda seu irmão dizer algo, mas ele está muito ocupado tocando a sua flauta. Então, ela pergunta:
- O que você faz aqui?
Aranil abre os olhos lentamente, como se tivesse saído de um transe, e diz:
- Por que diabos você está falando comigo?
Após, ele olha pra cama, pra cabana, para a luz esverdeada e tudo ao redor e pergunta novamente:
- O que você fez?
Alagardiel confusa, responde:
- Eu apenas acendi a fogueira.
Aranil transtornado comenta:
- Esse lugar é completamente diferente do outro lado… O que você quer?
- Como assim outro lado?
- O mundo dos espíritos ou com diabos os elfos chamam esse lugar.
- Mas eu tentava descobrir como fazia pra você voltar a conviver conosco nesse plano.
- Eu não pretendo voltar, é bem tranquilo aqui.
- Eu precisava de um objetivo, e… esse era o meu.
- Eu entendo… Não é do meu interesse.
- E o que eu posso fazer da vida?
- Viver!
- Em prol de quê ?
- Do que você quiser. Afinal de contas, que lugar é esse?
- Eu não sei, cheguei aqui seguindo esse mapa!
Aranil olha e diz: - Eu nunca vim tão ao norte assim. Acho que nós éramos proibidos de vir pra cá.
- Eu fui banida porque te matei né?!
- Entendo.
Logo, a chama verde vai se apagando e com ele, com ela se vai o espírito. Amanhece, Argaladiel se levanta com o barulho da porta rangendo. Uma velha muito baixinha abre a porta, e essa mesma olha. Ela tem um chapéu grande, uma túnica escura e vários vidros espalhados pelo corpo dela, na qual ela carregava, junto com um pedaço de espelho, um tubo de ensaio, um vaso de planta e um pedaço de terra.
Achando que incomodaria, a provável dona da casa, Alagardiel diz:
- Passei a noite na sua casa, espero que não se importe.
Eis que a velha para, olha para a Elfa de cima a baixo e deixa um pote de vidro cair no chão, de tão assustada:
- Quem é você?!
- Eu sou…
Antes mesmo que a pobre elfa pudesse responder ela grita:
- Você é um elfo!!
- Sou…
- O que você está fazendo aqui?
Então, ela bate a porta com muita força.
Sem perder muito tempo, Alagardiel logo a questiona:
- Você sabe reviver mortos?
Antes mesmo de responder qualquer coisa, a velha para, olha para Alagardiel e fica parada, como se estivesse parada no tempo, ela fica olhando para a elfa, sem mal entender se a velha está viva ou morta, até que ela consegue respirar e ela vai andando e procurando alguma coisa dentro de um baú.
Completamente desnorteada, Alagardiel pergunta novamente a velha:
- O que você procura nesse baú?
A velha olha para trás e grita, como se nunca tivesse visto a elfa antes:
- O que você está fazendo aqui? Quem é você? Você é um elfo!
- A gente não já passou por essa parte?
- É, eu acho que já aconteceu sim. O que você quer dentro da minha casa? Você quer me roubar ?
- Não.
A velha aponta para a elfa e aos berros diz:
- Você tá suja! Cheia de folha… Você dormiu na minha cama! Arruma a minha cama!  
- Tudo bem então.
Após a elfa arruma a cama e se volta para a velha e endaga:
- Você tem algum tipo de problema?
- Meu único problema são com vocês elfos!
Depois ela cata todos os pedaços de vidro do chão, coloca dentro de outro pote de vidro.
- Eu apenas vim porque precisava saber se você sabia reviver mortos.
A velha para, olha para a elfa novamente e finalmente diz:
- Eu sei o que pode te ajudar. É esse espírito que tá atrás de você - Então ela sai - Eu vou jogar uma maldição pra ele ir embora.
E começa a cantar uma música em um idioma nunca antes ouvido.
- Que espirito atrás de mim?
- Eu não sei, outro elfo aí - A velha começa a colocar vários ingredientes numa panela - chave de mandrágora, pó de camelo…
Irritada, Alagardiel a interrompe:
- Mas é esse elfo que quero reviver, não amaldiçoar!
- Você disse reviver?! Não, isso aqui é pra jogar fora mesmo.
Depois a velha pega tudo e joga pro lado, como o maior desleixo. Segue até até sua cama, e puxa de debaixo da cama o que deveria ser um livro, mas é apenas umas cascas de árvore, que ela tira e vai abrindo. Esse livro é amarrado com cipó, algo bem rústico, que na qual ela vai olhando e diz:
- Não.. Eu não sei ler isso - fecha o livro - Esse livro serve pra você… TOMA!
A elfa pega o livro e pergunta:
- Como eu deveria ler isso?
- Eu não sei.. Eu não sei ler…
- E isso vai me ajudar em quê?
- Trazer ele de volta!
- Você sabia que isso são cascas de árvore?
- Sim, óbvio que eu sei que são cascas de árvore, fui eu quem fiz.
- E você vai me explicar o que você fez?
- Não. Eu não me lembro mais. Agora toma, vai embora! Vai embora! Antes que eu tenha que arrumar a minha cama de novo!
Ela sai e vai pegar os cacos de vidro de novo.
- E você poderia me ensinar a magia que você sabe? Já que os elfos não ensinam. Ou o resto que você sabe, já que parece…
E novamente interrompendo a velha diz:
- O que é que eu sei?
- A magia, né? As bruxarias…
- AAAH, não.. Não posso te ensinar nada. Aqui não tem nada que serve para você. Você quer necromancia, e isso aqui não é necromancia não.
- E isso aqui é o que?
A velha para e encara a elfa:
- Isso é magia, não é necromancia! Necromancia é esse livro, e eu não sei ler esse livro. Vai embora!
- E sabe quem sabe ler esse livro?
- Um necromante!!
- E onde eu encontro um necromante?
- Eu não sei, o livro vai te ajudar!
- E a sua magia, você pode me ensinar?
- Que magia? Não tem magia nenhuma aqui!
- Mas, e o fogo verde?
- Fogo verde?? Você é maluca! O único elfo maluco que eu já conheci.
Ela senta, e cai pro lado da cama, sem ao menos mexer qualquer membro.
A elfa já transtornada vai embora, quando nem ao menos passou da porta, ouve os berros da velha:
- Fecha a porta! Tá frio!
Já sem saber o que fazer, Alagardiel sai andando com seu livro de necromancia.
A elfa vai andando pela floresta, e nota que a floresta está diferente do que viu ontem, ela está mais verde, mais brilhante, e quase que consegue escutar sinos tocando ao fundo.
E vai seguindo os sinos.
A cada passo que Alagardiel dá, seu irmão dá também, sempre seguindo-a, tocando a flauta. [ + 15 XP / item DOMO ANCIÃO ]

Olá terráqueos. Devido a preguiça, depressão, jogos online  muitas outras desculpas eu parei de postar, mas isso acaba aqui, e acaba hoje.
Devido a minha falta de memória e meu excesso de tempo livre, usarei esse blog - antes esquecido e inútil - para postar as sessões de RPGs que gravo e ficam acumulando MegaBites no meu celular e disponibilizarei para leitores, leitoras, filhotinhos fofinhos e para os que jogam comigo. E os apresentarei:

Jess - é a que vos fala. Sou a elfa burra que matou o irmão porque não acerta a mira, e todas minhas falas estarão escritos em roxo. (Não se preocupe, sempre que eu postar uma nova cena eu avisarei quem estão na cena e quais suas respectivas cores).

Juciara - é a meio elfa, meio humana, meio libriana que não conseguiu escolher o que seria, e todas suas falas estarão em rosa.

Totti - é o mago maluco que tem cocô de pombo em cima da cabeça, e todas as suas falas serão em verde.

Cynthia e Arthur ainda não tem sessões gravadas, assim que eles tiverem, os apresento, não se apressem.

E por último e não menos importante:

Felippe - é o mestre, ele é quem ele quiser. Mas pensa num deus mau e vingativo que toda mesa quer matar alguém, esse é ele, e sua cor será o azul.

A cada dia postarei uma cena, porque geralmente são 3hs de sessão, e além de me cansar, cansa quem lê, e isso foi uma ideia de usar esse blog para algo realmente útil: O MUNDO DO RPG. Não esperem textos rebuscados, poéticos e com um português perfeito, será apenas o português coloquial.

~ E que vocês se deliciem com o mundo do Senhor dos Anéis, Pokémon, Resident Evil e mais qualquer coisa que essas cabecinhas possam inventar!

Jess. Mendonça

domingo, 28 de fevereiro de 2016

15 coisas para se fazer antes de se apaixonar novamente

1. Aprender uma nova língua. Baixar um aplicativo de línguas, conseguir um parceiro de conversação ou um dicionário bilíngüe e forçar sua mente em uma nova forma de compreender outras pessoas.
2. Ir para um país distante por um período indeterminado de tempo. Voltar quando sentir vontade, ou nunca mais voltar.
3. Tirar carteira para motos. Alugue uma moto e ande pela cidade quando quiser se sentir “fodão”.
4. Entrar na melhor forma de sua vida. Apreciar o seu corpo não apenas pela forma como ele é visto através dos olhos de outra pessoa, mas como é visto por você. Saiba seus novos limites físicos, e depois supere-os novamente.
5. Visitar um amigo que se afastou – o que você sempre diz que vai visitar, mas nunca realmente vai.
6. Aprender a tocar um instrumento. Dedique uma hora por dia para praticar e assistir-se melhorar. Crie um canal no Youtube, para sentir-se inspirado.
7. Seja voluntário em algum lugar. Se você está cansado do mundo dentro de sua própria mente, comece a dedicar o seu tempo a uma causa que não te envolva. Perceba que há um universo inteiro fora de sua casa e que ele precisa de sua ajuda.
8. Aprenda a mergulhar, escalar, ou asa delta. O que você achar mais legal.
9. Tornar-se financeiramente independente (se ainda não for). Perceba que o dinheiro não compra felicidade, mas com certeza compra a paz de espírito, e isso é um conceito similar.
10. Começar ioga. Torne-se uma daquelas pessoas que postam fotos em determinada posição em um penhasco no por do sol e sentem absolutamente zero de vergonha nisso.
11. Escrever um livro. Todos nós temos algo para contar.
12. Voltar para a escola. Receba uma boa educação de qualquer escola que puder ir, sem se preocupar com a distância.
13. Comprar um pijama confortável e uma caneca bem grande para preencher com chá e aprender a consolar-se nas noites em que estiver sozinha.
14. Dormir o dia inteiro se quiser. Fique tranquilo, mas não muito.
15. Planejar seu futuro sem restrição. Permita que a sua imaginação corra solta e perceba que não há muito te impedindo de tornar esses sonhos uma realidade.


sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

O segredo de um casal feliz.

Tem sono no sorriso pela manhã. No café na cama tem pão com requeijão e suco de laranja servido naquela caneca de plástico dos Minions que se tem tanto ciúme de usarem. Não tem pijama, mas tem aquela camisa grande que pouco vira um vestido. É fim do mês, a grana tá curta, mas foi o dia depois do mesversário, só que (olha a sorte) não se contava exatamente com um dinheiro extra pra um café especial com Panetonne recheado de amor. Tem um monte de coisa no mercadinho lá onde dobra a esquina que não se compra com dinheiro nenhum no mundo. A felicidade, no fim, mora na falta. De pudor, de exageros, de mimimi.

A roupa suja está fora do cesto, mas ele compensou com um abraço matinal que tanto sente-se saudade quando não dorme-se lá. Ela se irritou com a bagunça deixada na cozinha, mas fez as pazes a noite a deixar o prato preferido dele dentro no microondas, como se fosse uma surpresa dentro de um embrulho. Hoje é dia de rock, mas amanhã vai ser de mpb ou músicas emo depressivas, para agradar os dois e sorriso nenhum passar vontade. Ele estava de péssimo humor e esbravejou sem necessidade a sua ira. Ela respirou bem fundo, abriu a porta da sacada e foi olhar as luzes da cidade e deixou sem pressa o furação passar. A felicidade também mora na renúncia. Do ego, da certeza, da superioridade. 

Os casais felizes não são necessariamente ricos financeiramente, não fazem viagens mais exuberantes, muito menos frequentam semanalmente as baladas da moda. Eles são felizes exatamente com aquilo que tem. Seja pão no ovo frito naquela chapa elétrica ou uma coca cola gelada com aquele macarrão de microondas que ela sisma em fazer ficar grudado. Não existe uma fórmula secreta. Existem duas pessoas que se amam, com disposição (ou teimosia) de sobra pra fazer dar certo, e transformam qualquer cilada em qualquer programa super divertido (como fazer gritarem 'gordinho, gordinho' numa tempestade de arrastar mesas de plástico e se tornar a sensação da praia). O segredo dos casais felizes é justamente a paciência, a leveza, a tranquilidade, e acima de tudo, a vontade. A felicidade mora no colo durante o filme, no abraço depois de um dia agitado de trabalho, na mensagem de bom dia naquela segunda feira chata e chuvosa, no amor simples e puro como deveria ser.

De que adianta todo o dinheiro do mundo se na hora da intimidade surge o receio bobo do mau hálito, do cabelo desgrenhado (que ele mesmo insiste em bagunçar, porque diz que ela é linda dessa forma mesmo), da depilação atrasada. Amor bom é amor simples. É aquele que sabe reconhecer um erro, que não deixa qualquer bobagem estragar  um clima agradável, que sabe lidar com alegria com os resquícios do tempo. Ao mesmo tempo é aquele que sabe ponderar, pontuar sem necessidade criticar, que tem cautela e respeito na hora de falar, pois sabe que uma frase dita sem cuidado é chama que incandesce ainda que se tenha consumido todo o combustível. Felicidade é tentar ser para o outro a paz que ele tanto precisa. 

Eu sei que você chegou até aqui em busca da fórmula milagrosa de permanência e reciprocidade. E de fato essa mágica existe: se chama desapego. Se livrar dos nosso pré-conceitos, das nossas ideias muitas vezes fracassadas de plenitude, da necessidade de estar sem pre certo, por cima e ser absolutamente inflexível. Amar é ver a vida com os olhos mais humildes. Reconhecer que existem outras razões além das nossas e abraçar essa diversidade como se fosse a única do mundo. Felicidade é descer alguns degraus de escada para conseguir mirar um sonho mais alto (aquele sonho de ver o sorriso bobo dele quando se está realmente feliz, e se sentir cada dia mais apaixonada).

O segredo é abandonar tudo aquilo que você achava que sabia sobre amor e se permitir aprender ao lado de alguém sensacional. Se fosse fácil não existiram tantos desencontros ao longo da travessia. Seria óbvio, clichê e padrão, e sei que nada disso agradaria a nenhum dos casais sensacionais que existem. Amar é na maior parte do tempo não saber. Uma dança deliciosa que se erra o passo, o outro ainda consegue manter o equilíbrio. Ora inverno (aniversário dele), ora verão (aniversário dela), parece que até nisso eles precisam estar em lados opostos, e ao mesmo tempo, tão juntos. Em um mundo em que trocar de abrigo é muito mais conveniente do que perfumar o ninho, os casais felizes não são perfeitos, eles apenas não desistem um do outro. Simples assim.

Obrigada Felippe Silveira Dias, por ser parte, inspiração e o motivo da escrita desse texto. No todo, feliz natal a todos os leitores, que também não desistiram de achar que ainda teriam novos textos aqui.

Da sua nobre escritora, ela... 









terça-feira, 17 de março de 2015

17 de março de 2015, mais uma crônica de vida real

Não espere ela ir embora pra dizer que ela é especial. Conta que você gosta do jeito que ela passa os dedos na sua mão quando ela está distraída, e que brinca em silêncio de adivinhar as músicas que você sussurra quando esquece que ela está por perto.
Confessa que você pouco se importa com os Deuses do Olimpo e seus superpoderes, mas fica paralisado toda a vez que ela assume aquele ar autoritário e começa a falar sobre suas coisas de Direito.
Não espera ela ir embora pra dizer o quanto ela é bonita. Sabe aquela vez que ela pôs um vestido preto, e um batom escuro apenas pra te acompanhar ao Reggae? Esse seria o momento ideal. Ainda que fique encantado mesmo quando ela está de cabelo bagunçado e um camisão da Minnie, soltando algum palavrão enquanto chega pela centésima vez o Facebook. É que ela nunca vai admitir, mas aquela arrumação foi só pra você. E - acredite - ela faz questão de cuidar de minúsculos detalhes, mesmo sabendo que dificilmente você irá percebê-los. Ela nem irá reparar nos olhares de cobiça de outros rapazes ao sair de casa. É que quando ela está de mãos dadas contigo, todo o resto perde o interesse ( e quando ela não está, dizem que ela passa o tempo todo desejando a sua presença ). Basta um olhar um pouco demorado para qualquer um adivinhar que ela é sua. Não espera ela ir pra enxergar também.
Não espera ela ir embora pra perceber que ela precisa de cuidados. É que essa máscara de mulher de ferro é apenas um esconderijo bem forjado para guardar um coração bobo de menina. E ela vai se apaixonar novamente toda a vez que receber uma ligação inesperada, uma surpresa sem rastros, um beijo sem aviso. Ela vai lembrar as declarações mais bonitas que já ouviu, mas também não vai esquecer aquilo que a magoou muito. Aprende a respirar fundo e lapidar as palavras antes de dize-las. Mesmo nos desentendimentos, você não vai querer-lhe arrancar uma lágrima por conta dessa insensibilidade. Por que quando isso acontecer, ela vai achar que você é mais um igual a todos os outros.
Não deixa ela ir embora pra conhecer o vazio que a vida fica sem ela. Você sabe que lá fora há muitas outras parecidas. Algumas até mais atraentes, talvez. Mas sabe que nenhuma outra pele tem o toque dela, o cheiro quase sempre doce dela. Você bem sabe que poderia esquecer tudo isso por uma noite e se aventurar nos braços de outra qualquer. Seria bom, com certeza. Mas no outro dia você não iria acordar com suplica infantis de quem acordou muito cedo e está entediada esperando você abrir os olhos, para começar as brincadeiras tolas por debaixo do cobertor que fazem o dia começar com as gargalhadas mais altas de todo o bairro (as suas ). Não haveria vontade de ficar abraçado durante todo o dia . Nem de criar um laço que nunca desatasse em despedida.
Então, não espere ela ir embora pra você finalmente dizer que quer vê-la ficar. E aquele ice tea na geladeira é apenas mais um motivo para convencê-la. Diz a ela que ela pode usar as suas bermudas e o espaço vazio no seu armário, coincidentemente do mesmo lado dela na cama. E que não se incomoda com o seu desinteresse em assistir algum episódio de Star Wars, pois ela fica muito bem dividindo o sofá com o imenso volume de ficção estrangeira. Antes de subirem os créditos, pega ela desprevenida com um abraço. Coloca no lugar o seu óculos, que a essa altura já devem ter deslizado para a ponta do nariz. E antes que ela volte a falar em Sophia e Liezel, pergunta se em algum desses livros já contaram a história que esse personagem chamado amor costuma aparecer tão poucas vezes nas tramas da vida. e faz ela ler em seus olhos que amor não deixa ir embora. Amor abraça e sempre pede um pouco mais, porque conhece a diferença que cabe em cada minuto. Amor faz valer a pena todo o risco e resto. Amor cuida e cede. Amor pede. Amor fica.